Quarta-feira, Julho 01, 2009

É, não é?

É muito mau faltarem 29 dias para entrar de férias e não ter a certeza de que aguento isto até ao final do ano lectivo.

É muito mau ir dormir a desejar acordar com 40º de febre no dia seguinte.

Domingo, Junho 28, 2009

Cuz as long as there'll be music...

... THEY'LL BE COMING BACK AGAIN!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!



30 de Outubro @ Pavilhão Atlântico!!!!!!!!!!




Lá estarei, obviously! ;)

Sexta-feira, Junho 26, 2009

Dúvidas

Que se faz quando se detesta a escola onde se trabalha, algumas das pessoas com quem se trabalha, e alguns dos valores que a escola defende, mas se ama demais os alunos que a frequentam?


"A stôra foi muito humana connosco"

"Fez-nos ver coisas que nunca iríamos ver"

"Só este ano é que encontrei grandes professores e a stôra é das melhores, à
vontade, vontadinha"

"Muito poucos ou quase nenhuns fariam o que a stôra faz por nós, mesmo quando
não o merecemos"

Segunda-feira, Junho 08, 2009

Set me free, leave me be...

Que mal tem se me apetecer desaparecer daqui?
Hoje apetece-me imensamente chorar, desaparecer, gritar... quase que me apetece desistir de tudo, sei lá...

Estou farta de ser a boazinha, de ser a que está sempre lá para desenrascar. Estou pura e simplesmente farta desta escola e desta gente. Gente que anda aqui a lamber cús, que vive num clima de interesse, de cunhas, de foder os outros.

Não me apetece saltar correntes para entrar no meu local de trabalho todos os dias.

Não me apetece ter de estar todos os dias na escola às 9h, independentemente de ter aulas ou não, e ainda ameaçarem de que se não estiver me descontam no ordenado. Será que pensam pagar as horas extra que dei à casa deste Setembro?

Não me apetece andar tipo PIDE a ver se os miúdos mexem no telemóvel no intervalo.

Sou PROFESSORA, preocupo-me se tenho ou não as minhas aulas bem preparadas, se os alunos conseguem ou não apreender a matéria, se lhes interessa certo ou determinado conteúdo. Fico triste e desiludida comigo mesma quando isso não acontece, mas acho que faz parte da magia que é ser professor.

Não sou RELAÇÕES PÚBLICAS, não sou PALHAÇA, não sou ANIMADORA. Se o quisesse ser, certamente teria tirado um curso nesse sentido. Mas não tirei.

Um dia de cada vez, em contagem decrescente. A ansiar por férias e por deixar Mafra.
Não pelos miúdos, não mesmo. Mas pelos pseudo-professores.
Pelos "que vestem a camisola" da escola, mas que não respeitam os colegas e as hierarquias que lá existem.

Até nas AEC me senti mais respeitada do que aqui, com todo o mal que se diz e que realmente são as AEC.

Hoje é mesmo um dia não. O que vale é que amanhã já é sexta-feira....

Domingo, Maio 10, 2009

Neura

s.f. Irritação, nervosismo; mau humor.

É assim que ando desde terça-feira. Dois dias a chegar a casa depois da meia-noite e ainda me fazem ir fazer fretes num sábado à tarde, a saber que moro para cima de longe de onde trabalho.

Estou de neura e vou continuar. Tenho testes e trabalhos para ver, mas não vou vê-los. As aulas da semana vão mal preparadas porque não tenho capacidade mental para as preparar melhor.

Não entendo como é que se pode exigir que quase passemos 12 horas por dia na escola, todos os dias? Não é sinónimo de profissionalismo, qualidade, dedicação...ou o que quer que seja. É sinónimo de obsessão. Se o director é workaholic, também temos de ser, mesmo que isso signifique pôr de lado a nossa vida pessoal, a nossa saúde mental, o nosso bem-estar?

Domingo, Abril 12, 2009

Xutos voltam em grande!

Sem eira nem beira



Anda tudo do avesso/nesta rua que atravesso/dão milhões a quem os tem/aos outros um passou-bem

Não consigo perceber/quem é que nos quer tramar/enganar/despedir/e ainda se ficam a rir

Eu quero acreditar/ que esta m*** vai mudar/e espero vir a ter/uma vida melhor/
Mas se eu nada fizer/isto nunca vai mudar/conseguir/encontrar/mais força para lutar...


Senhor engenheiro/dê-me um pouco de atenção/há dez anos que estou preso/há trinta que sou ladrão/não tenho eira nem beira/mas ainda consigo ver/quem anda na roubalheira/e quem me anda a comer


É difícil ser honesto/é difícil de engolir/quem não tem nada vai preso/quem tem muito fica a rir Ainda espero ver alguém/assumir que já andou/a roubar/a enganar/o povo que acreditou

Conseguir encontrar mais força para lutar/mais força para lutar/conseguir encontrar mais força para lutar...


Senhor engenheiro/dê-me um pouco de atenção/há dez anos que estou preso/há trinta que sou ladrão/não tenho eira nem beira/mas ainda consigo ver quem anda na roubalheira/e quem me anda a f****


Há dez anos que estou preso/há trinta que sou ladrão/mas eu sou um homem honesto/só errei na profissão'

Interpretado por Kalú

Domingo, Abril 05, 2009

Such a long time ago

O facto de uma amiga dos tempos da faculdade se ir casar, tem feito com que, nos últimos tempos, dê por mim a pensar nesses anos, nas pessoas que conheci, nos amigos que fiz... enfim, tudo aquilo que cinco anos a estudar fora de casa acarretam.

Há bocado, a vasculhar aqui nuns papéis antigos (do meu 4º ano, mais propriamente) encontrei umas folhas que mais não são do que conversas que eu tinha com uma amiga durante as aulas, textos sobre um amor que tive na altura, opiniões dela, etc. Eram textos particularmente especiais porque eram sobre uma pessoa que conheci no mIRC (remember?) quando tinha 17 anos, por quem me apaixonei, mas que só conheci pessoalmente no dia 4 de Abril de 2006, ou seja, cinco anos depois de falarmos. E essas folhas eram exactamente dessa altura, das minhas incertezas, das minhas dúvidas sobre esse encontro, dos meus sentimentos e da opinião dela, que, basicamente, era de que ele só me fazia sofrer e de que não me merecia.

Era uma tarde quente de início de Primavera. Tinha tido Obervação e Análise das Práticas Pedagógicas durante toda a manhã e à tarde não tinha aulas. Tínhamos combinado no Colombo, depois de almoço. Eu levei a minha amiga e ainda outra colega, que ficaram estrategicamente sentadas numa mesa com vista privilegiada para aquela onde eu tinha escolhido ficar. Um telemóvel ligado dentro da mala para elas ouvirem a conversa. Ele manda sms a dizer que está atrasado. Eu fingo ler a Visão, sem o mínimo interesse. Nervos. Ansiedade. E ele chega.

"Mónica?"
"Miguel!"

E o tempo não parou, como eu pensava que ia parar. Ele não era mais feio, nem mais bonito do que aquilo que estava à espera. Era ele e eu amava-o, tinha a certeza, mas não tinha havido nenhum click. A conversa decorreu normalmente, entre alguns momentos de silêncio, de ambas as partes.

Despedimo-nos. Eu desci para o Metro, as minhas amigas encontraram-se comigo. E eu estava numa nuvem. De felicidade, de amor, de certezas, de alegria.

Depois disso, falamos durante mais um ano, sensivelmente. E depois perdemos o contacto. Porque deixou de fazer sentido.

Passaram três anos desde esse encontro. Três anos em que não houve um único dia em que não pensasse nele, que não me lembrasse dele, que não me pusesse a tentar adivinhar o que é feito daquela pessoa que eu amei.

Hoje, estou mais afastada dessa minha amiga. Assim ditou o fim da faculdade, as distâncias geográficas, a falta de tempo. Mas partilhei coisas com ela, que nunca partilhei com amigas de infância. Ela soube-me dizer coisas que hoje sei que eram certas, mas que, na altura, eu não estava preparada para compreender.

Apesar de tudo, e para terminar, há coisas que se mantêm desses tempos: Tu és a minha Fairy Godmother e nunca ninguém vai mudar isso :)

10/05/2006, Belém